A banda mais bonita da cidade

Essa é uma banda curitibana, bem astralzinha, para esses dias tão violentos de hoje…

O vídeo ficou muito legal!

Evoé à Robertão!

Impossível atravessar esse 19 de abril (dia do índio) sem deixar uma merecidíssima homenagem à Robertão, que completa 70 primaveras bem vividas e romanticamente amadas.

Evoé!

E como tudo aqui no Rio termina em carnaval, aqui vai um pout-pourri do “Exalta Rei”, bloco que só toca marchinhas adaptadas das músicas de Robertão. Azúcar!

Nadismo ou o clube para não fazer nada

Lendo a matéria “O ser e o lhufas”, que está na Revista Piauí deste mês, lembrei do texto “Fique calmo! Eu matei o tempo!“, do blog Arquitetura Interior, que trata exatamente do mesmíssimo tema: como diminuir o ritmo alucinante que nos impõe a vida nos dias atuais.

Bom, a matéria cita o movimento brasileiro, surgido em 2005, chamado “Clube de Nadismo“, organizado por um cara chamado Marcelo Bohrer, designer, que depois de um estresse profundo (leia-se síndrome de Burnout, quadro psicológico de exaustão prolongada e perda de interesse) resolveu parar. Ele e algumas dezenas de adeptos ocupam parques e outros locais públicos para se entregarem à “perniciosa prática do nada”.

Engraçado (e estranhamente paradoxal) é que ele transformou o “não fazer nada” em um compromisso com data e hora marcadas. “Assim a pessoa tem a sensação de que está fazendo alguma coisa, mesmo que essa coisa seja nada”, explicou o fundador, que escolhe um lugar calmo, monta um cubo branco de pano (símbolo do Nadismo), e em volta espalha uma dúzia de colchonetes, se deita e fica pelo menos 45 minutos sem fazer nada – e não vale dormir!

Seguidor do movimento internacional Slow,  sugere que a melhor e mais simples maneira de erradicar o estresse e a ansiedade não é diminuir a velocidade, mas sim parar completamente. Em 5 anos sem fazer nada, o Clube promoveu mais de 50 eventos, em pelo menos 5 capitais: Poa, Sampa, Floripa, Curitiba e Rio. Já ficaram à toa também em Londres, Munique e New York – onde os seguranças exigiram a desmontagem do cubo antes do fim do encontro.

Depois de tanta gente interessada (em torno de 7 mil), e em lugares tão diversos, inventaram a figura do “embaixador”, que tem certas obrigações: divulgar a organização, promovendo eventos regulares em suas cidades. Ao final da matéria, depois que o repórter participou de um dos eventos, recebeu de Bohrer um certificado que atestava “de forma indiscutível que ele havia participado de um encontro oficial do Clube de Nadismo e feito ‘absolutamente nada com estilo e mérito incontestáveis’ “.

Bom, eu conhecia o nome desse belíssimo estilo ocioso de viver como “dolce far niente”, velho companheiro dos italianos… Não posso negar que sou adepta nata – e provavelmente hereditária, mas acredito muito mais na espontaneidade do movimento, pois na hora em que essa entrega vira algo institucionalizado, com data e hora marcadas, confesso que sinto terríveis calafrios…

Dos nomes estranhos e suas causas…

O fato de um casal de  Patos de Minas,  em agosto de 2010, querer registrar a filha com o nome “Amora” – em homenagem ao cantor e compositor Gonzaguinha, não seria nada incomum, caso não tivesse virado notícia. Acontece que o cartório da cidade do Alto Paranaíba de Minas Gerais se recusou a registrar a certidão de nascimento. O Ministério Público Estadual também foi contra e a promotoria alegou que o nome “Amora Motta” poderia ser alvo de brincadeiras entre as crianças na escola (que, com razão, associariam seu nome à “marmota”). Finalmente, na semana passada (após nove meses), o casal conseguiu o registro, seguindo a sugestão do juiz do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, de separar o nome Amora e o sobrenome Motta, com o sobrenome Lopes.

Esse foi um caso de final feliz,  mas inúmeros outros nomes estranhos já foram registrados e não tiveram o mesmo fim… Separei aqui uma lista bem bizarra, porém real. Haja criatividade!

Abrilina Décima Nona Caçapavana Piratininga de Almeida
Acheropita Papazone
Adalgamir Marge
Adegesto Pataca
Adoração Arabites
Aeronauta Barata
Agrícola Beterraba Areia
Agrícola da Terra Fonseca
Alce Barbuda
Aldegunda Carames More
Aleluia Sarango
Alfredo Prazeirozo Texugueiro
Alma de Vera
Amado Amoroso
Amável Pinto
Amazonas Rio do Brasil Pimpão
América do Sul Brasil de Santana
Amin Amou Amado
Amor de Deus Rosales Brasil (feminino)
Anatalino Reguete
Antônio Americano do Brasil Mineiro
Antonio Buceta Agudim
Antonio Camisão
Antonio Dodói
Antonio Manso Pacífico de Oliveira Sossegado
Antonio Melhorança
Antônio Morrendo das Dores
Antonio Noites e Dias
Antônio P. Testa
Antonio Pechincha
Antônio Querido Fracasso
Antonio Treze de Junho de Mil Novecentos e Dezessete
Antônio Veado Prematuro
Apurinã da Floresta Brasileira
Araci do Precioso Sangue
Argentino Argenta
Aricléia Café Chá
Armando Nascimento de Jesus
Arquiteclínio Petrocoquínio de Andrade
Asteróide Silverio
Ava Gina (em homenagem a Ava Gardner e Gina Lolobrigida)
Bananéia Oliveira de Deus
Bandeirante do Brasil Paulistano
Barrigudinha Seleida
Bende Sande Branquinho Maracajá
Benedito Autor da Purificação
Benedito Camurça Aveludado
Benedito Frôscolo Jovino de Almeida Aimbaré Militão de Souza
Baruel de Itaparica Boré Fomi de Tucunduvá
Benigna Jarra
Benvindo Viola
Bispo de Paris
Bizarro Assada
Boaventura Torrada
Bom Filho Persegonha
Brandamente Brasil
Brasil Washington C. A. Júnior
Brígida de Samora Mora
Belderagas Piruégas de
Alfim Cerqueira Borges Cabral
Bucetildes (chamada, pelos familiares, de Dona Tide)
Cafiaspirina Cruz
Capote Valente e Marimbondo da Trindade
Caius Marcius Africanus
Carabino Tiro Certo
Carlos Alberto Santíssimo Sacramento
Cantinho da Vila Alencar da Corte Real Sampaio
Carneiro de Souza e Faro
Caso Raro Yamada
Céu Azul do Sol Poente
Chananeco Vargas da Silva
Chevrolet da Silva Ford
Cincero do Nascimento
Cinconegue Washington Matos
Clarisbadeu Braz da Silva
Colapso Cardíaco da Silva
Comigo é Nove na Garrucha Trouxada
Confessoura Dornelles
Crisoprasso Compasso
Danúbio Tarada Duarte
Darcília Abraços
Carvalho Santinho
Deus Magda Silva
Deus É Infinitamente Misericordioso
Deusarina Venus de Milo
Dezêncio Feverêncio de Oitenta e Cinco
Dignatario da Ordem Imperial do Cruzeiro
Dilke de La Roque Pinho
Disney Chaplin Milhomem de Souza
Dolores Fuertes de Barriga
Dosolina Piroca Tazinasso
Drágica Broko
Ernesto Segundo da Família Lima
Esdras Esdron Eustaquio Obirapitanga
Esparadrapo Clemente de Sá
Espere em Deus Mateus
Estácio Ponta Fina Amolador
Éter Sulfúrico Amazonino Rios (socorro…)
Excelsa Teresinha do Menino Jesus da Costa e Silva
Faraó do Egito Sousa
Fedir Lenho
Felicidade do Lar Brasileiro
Finólila Piaubilina
Flávio Cavalcante Rei da Televisão
Francisco Notório Milhão
Francisco Zebedeu Sanguessuga
Francisoreia Doroteia Dorida
Fridundino Eulâmpio
Gigle Catabriga
Graciosa Rodela D’alho
Heubler Janota
Hidráulico Oliveira
Himineu Casamenticio das Dores Conjugais
Holofontina Fufucas
Homem Bom da Cunha Souto Maior
Horinando Pedroso Ramos
Hugo Madeira de Lei Aroeiro
Hypotenusa Pereira
Ilegível Inilegível
Inocêncio Coitadinho
Isabel Defensora de Jesus
Izabel Rainha de Portugal
Janeiro Fevereiro de Março Abril
João Bispo de Roma
João Cara de José
João Cólica
João da Mesma Data
João de Deus Fundador do Colto
João Meias de Golveias
João Pensa Bem
João Sem Sobrenome
Joaquim Pinto Molhadinho
José Amâncio e Seus Trinta e Nove
José Casou de Calças Curtas
José Catarrinho
José Machuca
José Maria Guardanapo
José Padre Nosso
José Teodoro Pinto Tapado
José Xixi
Jovelina Ó Rosa Cheirosa
Jotacá Dois Mil e Um Juana Mula
Júlio Santos Pé-Curto
Justiça Maria de Jesus
Lança Perfume Rodometálico de Andrade
Leão Rolando Pedreira
Leda Prazeres Amante
Letsgo Daqui (let’s go)
Liberdade Igualdade
Fraternidade Nova York Rocha
Libertino Africano Nobre
Lindulfo Celidonio Calafange de Tefé
Lynildes Carapunfada Dores Fígado
Magnésia Bisurada do Patrocínio
Manganês Manganésfero Nacional
Manolo Porras y Porras
Manoel de Hora Pontual
Manoel Sovaco de Gambar
Manuel Sola de Sá Pato
Manuelina Terebentina
Capitulina de Jesus Amor Divino
Marciano Verdinho das Antenas Longas
Maria Constança Dores Pança
Maria Cristina do Pinto
Magro Maria da Cruz Rachadinho
Maria da Segunda Distração
Maria de Seu Pereira
Maria Felicidade
Maria Humilde
Maria Máquina
Maria Panela
Maria Passa Cantando
Maria Privada de Jesus
Maria Tributina Prostituta Cataerva
Maria-você-me-mata
Mário de Seu Pereira
Meirelaz Assunção
Mijardina Pinto
Mimaré Índio Brazileiro de Campos
Ministéio Salgado
Naida Navinda Navolta Pereira
Napoleão Estado do Pernambuco
Napoleão Sem Medo e Sem Mácula
Natal Carnaval
Natanael Gosmoguete de Souza
Necrotério Pereira da Silva
Novelo Fedelo
Oceano Atlântico Linhares
Olinda Barba de Jesus
Orlando Modesto Pinto
Orquerio Cassapietra
Otávio Bundasseca
Pacífico Armando Guerra
Padre Filho do Espírito Santo Amém
Pália Pélia Pólia Púlia dos Guimarães Peixoto
Paranahyba Pirapitinga Santana
Penha Pedrinha Bonitinha da Silva
Percilina Pretextata
Predileta Protestante
Peta Perpétua de Ceceta
Placenta Maricórnia da Letra Pi
Plácido e Seus Companheiros
Pombinha Guerreira Martins
Primeira Delícia Figueiredo Azevedo
Primavera Verão Outono Inverno
Produto do Amor Conjugal de Marichá e Maribel
Protestado Felix Correa
Radigunda Cercená Vicensi
Remédio Amargo
Renato Pordeus Furtado
Ressurgente Monte Santos
Restos Mortais de Catarina
Rita Marciana Arrotéia
Rocambole Simionato
Rolando Caio da Rocha
Rolando Escadabaixo
Rômulo Reme Remido Rodó
Safira Azul Esverdeada
Sansão Vagina
Sebastião Salgado Doce
Segundo Avelino Peito
Sete Chagas de Jesus e Salve Pátria
Simplício Simplório da Simplicidade Simples
Soraiadite das Duas a Primeira
Telesforo Veras
Tropicão de Almeida
Última Delícia do Casal Carvalho
Último Vaqueiro
Um Dois Três de Oliveira Quatro
Um Mesmo de Almeida
Universo Cândido
Valdir Tirado Grosso
Veneza Americana do Recife
Vicente Mais ou Menos de Souza
Vitória Carne e Osso
Vitimado José de Araújo
Vitor Hugo Tocagaita
Vivelinda Cabrita
Voltaire Rebelado de França
Wanslívia Heitor de Paula
Zélia Tocafundo Pinto
Os irmãos Epílogo, Verso, Estrofe, Poesia e Pessoína Campos.
As irmãs Xerox, Autenticada e Fotocópia
Os irmãos Cedilha, Vírgula, Cifra e Ponto
As irmãs Defuntina e Finadina.
As irmãs Dialinda e Noitelinda.
Os irmãos Rebostiana e Euscolástico.
Os irmãos Creio Em Deus Pai Kramer e Espírito Santo Riograndense Kramer.
O caso do pai Fredolino e do filho Merdolino.
O flamenguista fanático que batizou seus filhos com nomes do tipo: Flamena e Zicomengo.

Sem falar numa família inteira, no Sul do Brasil, cujo sobrenome é Cachorroski.
E tem o caso dos dois irmãos chamados Zalboeno e Zauxijoane. “Zalboeno” foi montado através de combinações com o nome do Balboeno, ex-jogador de futebol da Argentina. E “Zauxijoane” é: Za (de Zalboeno), Auxi (Auxiliadora, a mãe), Joa (João, o pai) e Ne (Nordeste, a região onde nasceu).

Combinações estranhas são comuns. Exemplos: Kêmula Katrine, Liney Lindsay, Reimar Rainier… E também combinações entre nomes de irmãos: Zigfrid, Zigfrida, Zingrid.

Nomes de personalidades também costumam batizar diversas pessoas pelo Brasil afora. Exemplos:
Adolpho Hitler de Oliveira
Anjo Gabriel Rodrigues Santos
Charles Chaplin Ribeiro
Elvis Presley da Silva
Hericlapiton da Silva
Ludwig van Beethoven Silva
Maicon Jakisson de Oliveira
Marili Monrói
Marlon Brando Benedito da Silva
Sherlock Holmes da Silva

Na época do seriado Dallas, eram comuns nomes como: Pâmela, Suelen, Jotaerre, Biull…

Mas os próprios artistas não ficam atrás. Os filhos da cantora Baby do Brasil (antigamente conhecida como Baby Consuelo) se chamam: Sarah Sheeva, Zabelê, Nana Shara, Kriptus Rá Baby, Krishna Babye e Pedro Baby.

E há os clássicos erros de cartório ou mesmo dos pais, que não sabe como se escreve o nome… Por exemplo, uma pessoa chamada Merco (era para ser Américo…). E tem uma mulher chamada Jafa Lei. O diálogo no cartório:
– “Qual o nome?”
– “Já falei…”
E como é difícil acertar o nome Washington. Tem Uoston, Woxingtone, Oazinguito…

E tem o caso de uma empregada doméstica, daquelas bem simples, deu à filha o nome de Madeinusa. Quando uma pessoa da casa foi perguntá-la o motivo do nome, ela respondeu inocentemente: É que eu estava pegando suas roupas para lavar e li na etiqueta de sua camiseta a palavra “Made in USA”, eu achei tão lindo…

Há também o casal Robeto Grosso e Patricia Pinto
A moça ficou com o nome de casada: Patricia Pinto Grosso

Sem falar numa família inteira, no Sul do Brasil, cujo sobrenome é Cachorroski.

No Rio Grande do Norte, há uma família cujos nomes dos filhos são os números em francês, na ordem de nascimento: Un Rosado, Deux Rosado, Trois Rosado, Quatre Rosado, Cinq Rosado etc. Nossa fonte não sabe ao certo quantos são, mas tem conhecimento de um Vingt Un Rosado (21)…

Uma moça da família Rego casou-se com um rapaz cujo sobrenome de família era “Barbudo”. Não deu outra: o sobrenome da moça ficou “do Rego Barbudo”.
Tem um casal de nomes Adolfo Penteado e Elizabeth Rego, portanto os filhos são legítimos “Rego Penteado”.
E há o caso de uma mulher que, depois de casado, ficou com o nome Cármem Melo Pinto.
Um outro casal, mais discreto, preferiu manter os nomes de solteiro, mesmo após o casamento. Ele se chama José Francisco Pinto e ela, Maria José Brochado.

Na cidade de Mogi das Cruzes, uma das maiores colônias japonesas do Brasil, um casamento entre duas famílias tradicionais acabou se tornando em motivo de piada. A moça se chamava Mitiko Kudo e o seu noivo, Jorge Endo.
Na euforia do casamento, esqueceram que o nome que seria adotado pela futura Sra. Endo traria sérios dissabores para a mesma. Esqueceram e o nome da moça acabou ficando assim: Mitiko Kudo Endo

O príncipe que virou sapo

Se existe uma notícia recente que tenho achado de um tédio profundo é a do casamento de Príncipe William e Kate Middleton. Agora tudo o que se lê é: “Saiba tudo sobre o casamento real”, “Veja como será organizada a cerimônia real”, “Veja imagens do hotel que hospedará Kate”, “Cozinheiros do Palácio de Buckinghan já se preparam para a cerimônia”, “Noivos ganham selos postais”, “Kate não vai usar coroa”, “Kate estaria grávida?”, e mais um tanto de blábláblá anacrônico e sem graça…

Não conheço ninguém fora de Londres (nem de dentro) que tenha qualquer interesse por essas notícias, afinal, esse lance de família real, reinado, príncipes e princesas não só é mais velho que a Serra da Capivara, como tornou-se o troço mais demodèe já visto nos últimos tempos, haja visto que nem as criancinhas de hoje, e nem mesmo as adolescentes mais românticas se prestam ao papel de acreditarem nesse mundo encantado – a não ser Kate Middleton, obviamente.

Sobre esse lance de príncipe encantado lindo, louro, perfeito e japonês (como diriam as más línguas), William já fez a caridade (sem intenção de tal ato, claro) de desfazer o equívoco, ficando careca (nada contra os carecas, afinal, é deles “que elas gostam mais”) e absolutamente insosso. Chamá-lo de lord seria por demais redundante, mas também chamá-lo de Príncipe (aquele ideal de príncipe que aprendemos nos contos de fadas) seria um erro total. Cá entre nós, imaginem quão enfadonho deve ser esse rapaz – zzzzzzzzzzzzz…

Mas a família dita real não para por aí, e para contrapor tudo o que disse até agora – e calar minha boca de uma vez por todas, eis que surge Príncipe Harry, irmão do noivo e padrinho de casamento, cabendo-lhe o ofício de honrar a parte não-careta da família, agindo de uma maneira, digamos, mais ousada, mais atualizada, e menos quatrocentona – como acontece com quase todos os caçulas, ao menos é o que dizem os livros sobre personalidade. E é dessa maneira mais selvagem, porém não menos discreta, que Harry vai plantando novamente nas cabeças e nos corações dessas garotinhas recentes que um príncipe jamais vira sapo – ele apenas se reinventa, conforme o tempo e o lugar. 

Atenção, ouvintes, está começando o programa de rádio “Ondas Latinas”!

Ondas Latinas é o programa de rádio do José Simão, no Uol, que ouvi bastante durante o longo período em que pesquisava músicas do mundo todo – por conta própria mesmo, porque tinha uma curiosidade imensa em relação aos diferentes ritmos espalhados por esse mundão de meu deus.

Devo muito ao programa, pricipalmente o fato de ter descoberto incontáveis maravilhas da world music, muitas das quais jamais teria ouvido falar. E graças às detalhadas explicações de Simão, pude conhecer cada novo artista de uma maneira bem engraçada – o que não é nenhuma novidade se falamos dele. No ar desde 2000, escolhi para pôr aqui o de No. 410, apresentado no dia 16/06/2010, porque Simão selecionou exclusivamente artistas africanos – já que era época de Copa do Mundo, e pra mim a música da África é anterior a quaisquer outros ritmos.

Bom, vamos aos escolhidos: Angélique Kidjo (nascida no Benim e considerada uma super diva da África), Bonga (percussionista angolano sensacional, que já gravou com Marisa Monte e Carlinhos Brown), Cesaria Evora (de Cabo Verde, também fez parceria com Marisa Monte, com “É doce morrer no mar”, um dos duetos mais incríveis que já ouvi), Africando (mescla de músicos do Senegal, Camarões, Nigéria, Gana) e Amadou and Mariam (casal de cegos do Mali que muito influenciaram Manu Chao).

Seguem as músicas tocadas:

Angélique Kidjo – “Seyin Djro” (Jean Hébrail/Angélique Kidjo)
Bonga feat. Lura – “Mulemba Xangola” (Bonga)
Cesaria Evora – “Maria Elena” (Lorenzo Barcelata/Bob Russell)
Africando – “Sabador (“La Bamba”)” (Nicholas Menheim)
Amadou and Mariam – “Beaux Dimanches” (Amadou Bagayoko)
Angélique Kidjo – “Refavela” (Gilberto Gil)

Para ouvir, basta clicar em “Ondas Latinas“. Azúúúcar!

Alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho…

Dona Ivone Lara completa hoje 90 anos. E quero homenageá-la, não só porque era formada em enfermagem e trabalhou em hospitais psiquiátricos até se aposentar – incluindo aí uma parceria com Nise da Silveira, mas também porque ela foi a primeira mulher a fazer parte da “ala de compositores” numa escola de samba, no caso a Império Serrano.

Gravou seu primeiro disco só aos 50 anos, mas desde então dedicou-se exclusivamente à carreira artística. Caetano, Gil, Bethânia, Paulinho da Viola, Mariane de Castro, Roberta Sá e muitos outros gravaram sucessos assinados por Dona Ivone, como “Sonho meu”, “Acreditar” e “Alguém me avisou”. Impossível resistir a esses sambinhas tão sensíveis… As composições de Dona Ivone ultrapassam tempo e espaço: são canções que embalam até os ouvidos mais poluídos.